Professora e aluna da Escola de Psicologia apresentaram trabalhos em congresso latino-americano

A professora Dra. Marcia Fortes Wagner e a acadêmica da Escola de Psicologia, Carlisa Peccin (Bolsista Desempenho IMED) participaram do IX Congresso da Associação Latino-americana de Psicoterapias Cognitivas – “Terapias Cognitivas: Agregando novos saberes”, no qual realizaram a apresentação de alguns trabalhos. O evento foi realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ, no período de 12 a 14 de abril de 2012.
A acadêmica Carlisa Peccin apresentou o trabalho “TREINAMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS EM UNIVERSITÁRIOS COM TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL”, na modalidade Pôster, com co-autoria de Deomar Bordignon, Francieli Batistella e Marcia Fortes Wagner (IMED). Neste trabalho foram apresentados os resultados do Projeto de Pesquisa da Escola de Psicologia da IMED “Avaliação e Promoção de Habilidades Sociais no Transtorno de Ansiedade Social”, coordenado pela professora Marcia Wagner.
Já a professora Marcia Fortes Wagner apresentou dois trabalhos: “HABILIDADES SOCIAIS NO ABUSO E DEPENDÊNCIA DE MACONHA” na Mesa Redonda “Habilidades Sociais: Avaliação e Intervenção no Contexto Clínico da Dependência Química”, juntamente com os colegas Lucas Guimarães Cardoso de Sá (UFSCAR-SP) e Ilana Andretta (PUC-RS), com co-autoria de Margareth da Silva Oliveira (PUC-RS) e Zilda Aparecida Pereira Del Prette (UFSCAR-SP). O segundo trabalho “ESTUDOS DE VALIDAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DE ANSIEDADE SOCIAL PARA ADULTOS (CASO-A30)”, foi apresentado na modalidade Pôster, com co-autoria de Margareth da Silva Oliveira (PUC-RS). Este trabalho teve por objetivo divulgar as pesquisas desenvolvidas ao longo do Doutorado em Psicologia da professora Marcia Wagner.
A professora Marcia enfatiza que “a participação neste congresso foi muito importante, pois propiciou a interação com outros profissionais e alunos da área da Psicologia dos demais estados brasileiros e de outros países, além da divulgação das pesquisas e estudos realizados juntamente com os acadêmicos da Escola de Psicologia da IMED. Da mesma forma, ampliou a visibilidade da IMED no cenário nacional e internacional, enquanto uma instituição que desenvolve suas atividades baseada no tripé ensino, pesquisa e extensão. Eventos deste porte podem gerar futuras parcerias em estudos e pesquisas com profissionais de outras instituições brasileiras e de outros países, estimulando o desenvolvimento de relações internacionais”, explica.
notícia do site: http://portaldecomunicacao.imed.edu.br/noticias/ver/professora-e-aluna-da-escola-de-psicologia-apresentaram-trabalhos-em-congresso-latino-americano
Especialização em Dinâmica das Relações Conjugais e Familiares

* Especialização em Dinâmica das Relações Conjugais e Familiares - início junho 2012.
OBJETIVOS
Capacitar os profissionais no entendimento das dinâmicas conjugais e familiares assim como instrumentalizá-los para a intervenção nesta temática a partir das diferentes perspectivas teóricas. Além disso, o curso pretende abordar os principais desafios no entendimento das relações familiares e conjugais contemporâneas.
PROGRAMA
- Módulo Teórico Vivencial
- Introdução à Dinâmica das Relações Conjugais e Familiares - 24h
- Ciclo de Desenvolvimento Familiar - 24h
- Abordagem Sistêmica e Família - 24h
- Abordagem Psicanalítica e Família - 24h
- Abordagem Cognitivo-Comportamental e Família - 24h
- Sexualidade na Família e no Casal - 24h
- Psicodrama, Família e Casais - 24h
- Dinâmica das Relações Familiares - 24h
- Dinâmica das Relações Conjugais - 24h
- Avaliação e Intervenção em Casal e Família - 24h
- Violência Familiar: Aspectos Conceituais e Propostas de Intervenção - 24h
- Drogadição na Família: Aspectos Teóricos e Propostas de Intervenção - 24h
- Suicídio: Aspectos Teóricos e Propostas de Intervenção - 24h
- Mediação Familiar: Aspectos Teóricos e Propostas de Intervenção - 24h
- Metodologia da Pesquisa - 24h
- Trabalho de Conclusão de Curso - 30h
- Carga horária total - 390h
- Self do Psicólogo - 60h
- Atendimento Supervisionado de Família e/ou Casal - 135h
- Carga horária total - 195h
Módulo Prático, para psicólogos
PROFESSORES CONVIDADOS
- Algaides de Marco Rodrigues, Dr.*
- Ana Paula Corrêa de Oliveira Freitas, Dr.*
- Carla Fabiane Woyciekowski, Me.
- Cláudia Mara Bosetto Cenci, Me.
- Denise Falcke, Dr.
- Eliana Piccoli Zordan, Dr.
- Liara Lopes Krüger, Dr.
- Luiz Ronaldo Freitas de Oliveira, Me.
- María Piedad Rangel, Dr.
- Mariana Esteves Paranhos, Dr.*
- Mariana Gonçalves Boeckel, Dr.*
- Marli Kath Sattler, Me.
- Marli Olina de Souza, Me.
- Martha Wallig Brusius Ludwig, Dr.*
- Rogério Lessa Horta, Dr.
- Silvana de Oliveira, Me.
- Tatiana Lima Both, Me.
- Vinícius Renato Thomé Ferreira, Dr.
- Me.: Mestre, Dr.*:Doutorando, Dr.: Doutor
O corpo docente da IMED alia a qualificada formação acadêmica à experiência de mercado.
Os cursos de Pós-Graduação priorizam encontros quinzenais, nas sexta-feiras das 19h às 22h 30min e aos sábados das 8h às 12h e das 13h às 17h, no entanto, poderão sofrer pequenas alterações nas datas, mediante prévio aviso aos participantes.
As matrículas são realizadas através do site e os valores de investimento iniciam juntamente com o curso.
à vista R$ 5.912,10
12x R$640,40
18x R$ 457,70
24x R$ 367,30
(aberto ao público da psicologia, assistência social, advogados, médicos, e todos profissionais envolvidos com o tema "família")
O Módulo Prático - somente para psicólogos é de 195h/aula e é opcional, sendo:
À vista: R$ 3.281,50
8x R$ 457,70
OBS.: 10% de desconto pontualidade, condicionado ao pagamento até a data de vencimento.
Caso necessário, abrimos parcelamento em até 30x.
Qualquer dúvida, permanecemos à disposição.

Curso de Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental da Faculdade Meridional – IMED inicia dia 11 de maio de 2012. Inscrições ainda estão abertas!

Curso de Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental da Faculdade Meridional - IMED inicia dia 11 de maio de 2012. Inscrições ainda estão abertas!
Escola de Psicologia desenvolve 2ª edição do Curso de Nivelamento Psicoterapia e o Uso de Psicofármacos

A Escola de Psicologia da IMED iniciou nesta quinta-feira (03/05) a 2ª edição do Curso de Nivelamento Psicoterapia e o Uso de Psicofármacos. O curso, que segue até o dia 31 de maio de 2012, tem a coordenação dos professores Marcia Fortes Wagner e Eliezer Dertelmann. O curso conta ainda com a participação do professor convidado Cláudio J. Paiva Wagner.
O principal objetivo desta atividade é proporcionar aos seus participantes o estudo dos principais psicofármacos, como atuam no sistema nervoso, suas indicações e contra-indicações de uso nas psicopatologias, bem como possíveis efeitos colaterais. O curso pretende ser desenvolvido a partir de um enfoque integrado com a psicoterapia, visto a comprovação através de pesquisas da eficácia do tratamento combinado em diversos transtornos psicológicos.
Dentre os temas trabalhados nos encontros estão: O tratamento combinado entre Psicoterapia e Psicofarmacologia: noções básicas; O uso de antidepressivos; O uso de ansiolíticos, hipnóticos e sedativos; O uso de antipsicóticos e estabilizadores do humor; O uso de estimulantes do sistema nervoso central.
A professora Marcia destaca que a atividade é importante para que os alunos possam conhecer melhor a respeito dos psicofármacos, os diferentes quadros clínicos nos quais exista uma indicação de uso, bem como as vantagens e desvantagens do tratamento combinado com a psicoterapia.
Terapia Cognitivo-Comportamental: Desafios na atualidade
O VI Seminário de Psicologia da IMED teve início nesta quarta-feira (25/04) abordando o tema “Terapia Cognitivo-Comportamental: Desafios na atualidade”. Estiveram presente o Diretor Acadêmico, Vinícius Renato Thomé Ferreira, a Diretora Administrativa, Marilú Benincá de David, o Coordenador da Escola de Psicologia, Luiz Ronaldo Freitas de Oliveira, a Coordenadora do Evento, Marcia Fortes Wagner, as professoras integrantes da comissão organizadora, Simone Nenê Portela Dalbosco e Cibila Vieira Dertelmann, demais professores da escola, profissionais e estudantes da área.
A primeira noite contou com palestra do Me. Renato Maiato Caminha falando sobre os avanços da terapia cognitivo-comportamental na infância e adolescência. Caminha apresentou um panorama da TCC Infantil ao longo dos anos, além de propostas de intervenções precoces. O assunto da noite foi complementado com o mini-curso ocorrido na manhã de quinta-feira (26/04), onde Caminha tratou do “Modelo TRI aplicado à Infância”.
O evento seguiu durante a quinta-feira (26/04) e sexta-feira (27/04) com a presença de profissionais renomados na área da TCC.
Parabéns


Temos que manifestar diversos parabéns!
Primeiro, às professoras LEDA RÚBIA CORBULIM MAURINA e CLÁUDIA MARA BOSETTO CENSI, que passaram na seleção de doutorado da PUC-RS e o professor ISRAEL KUJAWA que passou na seleção de doutorado da UFRGS.
Segundo, aos alunos CRÍSTOFER BATISTA COSTA, SCHAINE RIBEIRO e BÁRBARA SITENESKI, que passaram na seleção de mestrado da UNISINOS.
Em terceiro, a todos os formandos da primeira turma da graduação da Escola de Psicologia, que iniciaram na IMED em 2007 e agora despedem-se desta etapa!
MUITO SUCESSO A TODOS!
Homoparentalidade e Ética no campo da Psicologia

Natacha Martins Machado e Débora Carolino dos Santos*

Atualmente, os homossexuais vêm lutando por seus direitos, tendo obtido avanços significativos na área jurídica, inclusive a possibilidade de uma das novas formas de constituição familiar, conceituada como homoparentalidade. Esse novo panorama que se apresenta exige dos profissionais de diversas áreas, inclusive da Psicologia, novas formas de pensar o indivíduo nesse novo contexto familiar para lidar com as situações que virão a se apresentar.
A homossexualidade designa a atração sexual e/ou afetiva por indivíduos do mesmo sexo, e, conforme registros históricos, existe desde o surgimento da humanidade, tendo sido considerada de diferentes formas conforme a cultura vigente em cada época. Desde o surgimento do Cristianismo a homossexualidade é vista de forma preconceituosa, considerada como perversão. O descobrimento da AIDS na década de 80, atrelada aos homossexuais, amplificou esse preconceito e a estigmatização desses indivíduos. Apesar do grande preconceito ainda existente na sociedade, importantes conquistas estão sendo obtidas.
A homossexualidade era definida pela Medicina até 1973 como transtorno sexual, quando então sua associação com patologia foi abandonada pela Associação Americana de Psiquiatria, e em 1990 pela Organização Mundial da Saúde. Em 1999 o Conselho Federal de Psicologia estabeleceu a resolução CFP n° 001/99 afirmando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”, e estabeleceu que nenhum tratamento deveria objetivar curar a orientação sexual de qualquer indivíduo.
Vindo ao encontro destas conquistas, destaca-se aqui, no âmbito jurídico, em 05 de maio de 2011, que a união estável para casais do mesmo sexo foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, pois conforme a Legislação Brasileira, a família consiste na base da sociedade, e todo indivíduo tem direito a constituir família (GONÇALVES, BORBA, 2011). Paralelo ao reconhecimento jurídico pode-se observar o posicionamento contrário, tanto da Igreja Católica, quanto de representantes do governo, e da sociedade, demonstrado pelos inúmeros casos de homofobia, o que demonstra o conflito entre os direitos humanos do indivíduo e aquilo que culturalmente espera-se desse indivíduo e considera-se moralmente aceitável e “normal”.
Ainda segundo GONÇALVES, BORBA (2011), esse modelo familiar considerado normal, formado pelo casal heterossexual e com o objetivo de procriação, tem suas origens na concepção de a sexualidade ter como única finalidade a procriação, como função natural dos órgãos sexuais, e a desqualificação do prazer sexual, idéia presente na cultura grega, ainda anterior ao Cristianismo. Atualmente, a família independe da finalidade de procriação, sendo o local de realização e de desenvolvimento da personalidade do indivíduo, o que não exige exclusivamente a união heterossexual, possibilitando o surgimento da família homoparental.
*Acadêmicas do VI nível do Curso de Psicologia da Faculdade Meridional/ IMED.
O termo homoparental surgiu em Paris em 1997 criado pela APGL (Associação de Pais e Futuros Pais Gays e Lésbicas), e designa a situação na qual pelo menos um adulto homossexual, é ou deseja ser, pai ou mãe de no mínimo uma criança. Os filhos, nesse caso podem vir de uma recomposição familiar após uma união heterossexual; co-parentalidade, quando a criança é gerada sem que exista um comprometimento conjugal entre o pai e a mãe; adoção; crianças geradas por novas tecnologias reprodutivas, como inseminação artificial ou barriga de aluguel.
No âmbito da psicologia surgem questionamentos quanto ao desenvolvimento biopsicossexual das crianças pertencentes a este contexto familiar, e quanto á ausência de modelos de identificação masculino e feminino, principalmente sob o prisma da Psicanálise. (PERRONI, COSTA, 2008). Nesta perspectiva, segundo SILVA (2008), apesar de existirem pesquisas demonstrando o sucesso dos homossexuais no exercício da parentalidade, sua capacidade de cuidar de uma criança e oferecer-lhe uma convivência familiar saudável é questionada por diversos setores sociais por influência do exercício de poder da heteronormatividade e não aceitação das diferenças e múltiplas possibilidades existentes para manutenção de uma família. GOMES (2003) ainda cita que estudos realizados nos Estados Unidos com famílias homoparentais não demonstraram diferenças no desenvolvimento psicológico e escolar das crianças, juntamente aos aspectos voltados à adaptação social, quando comparadas com famílias nucleares convencionais.
Conforme o Conselho Federal de Psicologia, não existem fundamentos teóricos, científicos ou psicológicos condicionando a orientação sexual como fator determinante para o exercício da parentalidade, sendo relevantes para isso as condições subjetivas de pessoas, de qualquer orientação sexual, para desempenharem os papéis de pais e de se vincularem afetivamente a crianças ou adolescentes. (CASTRO, VERONA, 2008).
Na Espanha, uma mudança legal garantiu não apenas direitos isolados, mas as mesmas condições em todas as esferas da vida, substituindo na lei a exigência de sexos distintos para ações cotidianas conjuntas de um par, como o casamento e a parentalidade. Quanto aos países da União Européia, a Holanda é o único país em que um casal de homossexuais pode adotar uma criança holandesa, desde 2001; as legislações holandesa e dinamarquesa permitem a adoção de uma criança pelo companheiro homossexual do seu pai ou mãe; as legislações alemã e dinamarquesa limitam o acesso à procriação assistida a mulheres que vivam num casal homossexual, ao contrário das legislações inglesa, galesa e espanhola; na Bélgica, Holanda e Portugal, não havendo disposições legislativas específicas, são os estabelecimentos especializados que determinam quem pode beneficiar-se das técnicas de reprodução assistida. (SALVATERRA, 2007).
Segundo o Código de Ética, o psicólogo deve atuar com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural; deve trabalhar visando promover a saúde e qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuir para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão; sendo vedado induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais.
A partir desses princípios norteadores, é necessário que o psicólogo repense seus conceitos e amplie seu entendimento para a compreensão das novas formas de organização familiar que estão surgindo, despindo-se de eventuais preconceitos e agindo eticamente nas relações apresentadas.
Links:
Resolução CFP 001/99: http://pol.org.br/legislacao/pdf/resolucao1999_1.pdf
Link cartilha cfp: http://www.pol.org.br/pol/export/sites/default/pol/legislacao/legislacaoDocumentos/cartilha_adocao.pdf
Entrevista com psicólogo do judiciário Maurício Ribeiro de Almeida: http://www.crpsp.org.br/portal/comunicacao/jornal_crp/160/frames/fr_opiniao.aspx
Caso censura a psicóloga: http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/noticias/noticia_090731_002.html
Bibliografia:
Resolução CFP 001/99. Disponível em: http://pol.org.br/legislacao/pdf/resolucao1999_1.pdf
BORBA, Marina de Neiva; GONÇALVES, Camila de Jesus Mello. A família na sociedade brasileira: o papel do poder judiciário em relação aos casais formados por pessoas do mesmo sexo. Revista da AJURIS, v.38, n.122, jun., 2011.
BRASIL. Conselho Federal de Psicologia. Código de ética Profissional do Psicólogo. Agosto, 2005.
CASTRO, Ana Luiza de Souza; VERONA, Humberto. Adoção: um direito de todos e todas, Conselho Federal de Psicologia, jun., 2008.
COSTA, Maria Inove Marchi; PERRONI, Simone. Psicologia Clínica e Homoparentalidade: desafios contemporâneos. Fazendo Gênero 8- Corpo, Violência e poder, agosto, 2008. Disponível em: http://www.fazendogenero.ufsc.br/8/sts/ST46/Perroni-Costa_46.pdf
SALVATERRA, Maria Fernanda A.S. Vinculação e adopção, 2007.403f. Dissertação (Doutorado em Psicologia). Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Universidade Nova de Lisboa. Lisboa, 2007. Disponível em: http://repositorio.ispa.pt/bitstream/10400.12/75/1/TES%20SALV1.pdf
SILVA, João Ricardo Pereira. A parentalidade de cara nova: quando os homossexuais se decidem por filhos. Adoção: um direito de todos e todas, Conselho Federal de Psicologia, jun., 2008. Disponível em: http://www.pol.org.br/pol/export/sites/default/pol/legislacao/legislacaoDocumentos/cartilha_adocao.pdf
Mídia: novas configurações para o mundo contemporâneo

Ana Caroline Martinelli e Bianca Raquel Castro*
“_Querido diário, hoje logo ao acordar, tomei café assistindo ao jornal da manhã e li também os classificados do jornal impresso que assino. No caminho do trabalho vi um outdoor expondo um curso que tanto quero fazer á distância e recebi um panfleto de liquidação da loja que tem minhas marcas preferidas, que sorte! Chegando ao trabalho, logo acessei a internet para conferir meus email e também enviar alguns pendentes, recebi e efetuei várias ligações para clientes. No almoço, assisti televisão e depois só para relaxar escutei um programa de rádio. Quando o expediente acabou, tentei assistir minha novela, mas estava chata, então parti para um filminho mesmo. Dei uma espiadinha básica no meu Orkut e facebook, também fiz uma postagem no twitter . Entrei no msn para bater um papo com meu novo amigo, mas que pena, ele estava off line!, então lhe enviei apenas um torpedo sms...” Este fictício relato de diário foi a forma criada para resumir a influência da mídia no cotidiano das pessoas na atualidade.
Com toda a dominância que a mídia exerce sobre a sociedade contemporânea, influenciando diretamente a subjetividade humana, é inegável a importância que a Psicologia possui em atuar como veículo de criticidade e orientação aos conteúdos dirigidos a um público alvo, bem como ao comportamento deste público frente aos conteúdos.
Nesta perspectiva, a mídia pode ser entendida como meio de comunicação em massa. Segundo Moreira (2010) o estopim para o nascimento da comunicação em longa escala surgiu com o nascimento da imprensa, no final do século XIV, por Gutenberg, proporcionando aos sujeitos acesso aos livros que anteriormente eram manuscritos e com preço pouco acessível. Inicialmente surgiram os livros e folhetos, após 150 anos foram sendo impressos jornais e surgindo os correios como forma rápida e urgente de divulgação entre as regiões. (MOREIRA, 2010).
De acordo com Gindre (2009) já existia mercado antes mesmo de existir o capitalismo, porém a grande “sacada” do capitalismo do século XXI foi de que as relações humanas podem ser medidas pelo mercado. Assim, é possível comprar bens inteligíveis como o conhecimento e interatividade, que ao contrário de mercadorias físicas, são multiplicáveis e vão confrontando a própria lógica de escassez do capitalismo, pois a informação é um bem divisível ao infinito.
Frente a estas reflexões, é quase impossível pensar em sujeito e em sociedade sem levar em conta a mídia. Esta por sua vez possui seus pros e contras. Seus aspectos positivos são de que possibilita novas formas de sociabilidade e ação social, pois o indivíduo passa a ser ativo frente aos meios de comunicação, bem como a propagação do conhecimento e produção de empregos. A Nigéria, por exemplo, sem possuir sequer um cinema, é o maior produtor audiovisual e de longas-metragens, é o segundo setor que mais emprega no país, sendo 1 milhão de trabalhadores na área (GINDRE, 2009).
Contudo, existe também os aspectos negativos da mídia em relação ao modo de vida dos sujeitos na contemporaneidade. A mídia torna os sujeitos reféns, manipula-os e os seduzem através de seu “bombardeio” de informações que atua no processo de formação da subjetividade. “ O sujeito encontra-se assediado pelo mundo espetacularizado, sendo levado a experimentar uma existência e uma vida “falsas” ”(ARBEX, 2009).
Questões éticas devem ser ressaltadas quanto aos conteúdos expostos, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) já posiciona-se acerca desta questão. Em campanha de 2009 pelo controle de meios de comunicação, refere-se que a exposição inadequada da imagem humana anula a variedade de formas do ser, reforçando um padrão estético. Vindo ao encontro disto, Rowe; Ferreira; Hoch (2011) ressaltam que a mídia exerce relação com a tomada de decisão para a realização de cirurgias plásticas e a satisfação frente a cirurgia. Assim, é possível inferir que o sujeito encontra-se anulado na sua diferença, sufocando a sua singularidade em prol da homogeneização das subjetividades divulgadas pela mídia.
Outra questão importante de ser destacada refere-se ao posicionamento do CFP, ainda em campanha de 2009, pelo fim de publicidade destinadas ao público jovem, pois crianças e adolescentes são mais frágeis ao consumismo e modelos construtivos de identidade, países como Bélgica, Dinamarca, Grécia, Irlanda, Itália, Noruega, Suécia, Inglaterra regulam a publicidade voltada para este publico.O CFP busca discutir a publicidade quanto ao marketing veículos individuais e também ao fim de publicidade de bebidas alcoólicas.
A Psicologia como ciência interventiva na sociedade já parece possuir um posicionamento crítico frente a questões publicitárias, um posicionamento positivista, usando-as de forma contribuinte para o desenvolvimento da subjetividade do ser humano, já que é impossível se pensar em um mundo sem a mídia. Afinal, a globalização só tem a aumentar as interfaces da comunicação em massa, porem o desafio e obrigação dos profissionais das áreas que preconizam o bem estar humano é opinar sobre quais conteúdos realmente valem a pena serem difundidos. As relações pessoais através do contato devem ser incentivadas, pois como posiciona-se Moreira (2010) a rede virtual captura o sujeito em sua solidão, solidão esta que pode ser transmitida via satélite.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Mídia e Psicologia: produção de subjetividade e coletividade. 2. ed. Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2009.
MOREIRA, Jacqueline de Oliveira. Mídia e Psicologia: considerações sobre a influência da internet na subjetividade. In: Revista Electrónica Internacional de la Unión Latinoamericana de Entidades d Psicología. 20.ed, 2010. Disponível em <http://www.psicolatina.org/20/midia.html>. Acesso em 15 out. 2011.
ROWE, Janaina Fatima; FERREIRA, Valéria; HOCH, Verena Augustin. Influência da mídia e satisfação com imagem corporal em pessoas que realizam cirurgia plástica. In: Jornada Interestadual de Psicoterapias Corporais, IV, 2011. Disponível em <http://www.centroreichiano.com.br/artigos/Anais%202011SC/ROWE,%20Janaina%20Fatima%20e%20outras.%20Influencia%20da%20midia.pdf>. Acesso em 15 out. 2011.
Para mais informações:
http://www.fndc.org.br
http://www.crp07.org.br
http://www.pol.org.br
http://www.eticanatv.org.br
*Acadêmicas do 6º semestre do Curso de Psicologia da Faculdade Meridional/IMED.








